Astro rei de mau humor





Semana passada, ocorreu uma gigantesca explosão solar, a mais intensa dos últimos cinco anos. Essa explosão lançou ao espaço um pedacinho do Sol, uma pequena nuvem de plasma e também uma grande quantidade de partículas carregadas eletricamente que chegou por aqui por meio do vento solar. De tão intensa essa explosão, era esperado algum dano em sistemas terrestres, tais como telecomunicações e geração e distribuição de energia elétrica, sobretudo em regiões de alta latitude, como o Canadá, os países nórdicos e a Rússia.
Vários satélites poderiam ser afetados também, tanto que já é praxe nesses casos colocar os telescópios espaciais Hubble e Chandra em modo de segurança, ou seja, vários de seus sistemas são desativados para evitar alguma pane elétrica que provoque um curto circuito. Além disso, seus painéis solares são apontados diretamente para o Sol para receber o máximo de luz possível, garantindo o máximo de abastecimento de energia, para qualquer eventualidade.
Mas, eis que a mesma mancha solar, chamada de AR1249, resolveu dar o ar da graça novamente na terça (13), enquanto ainda recebíamos os resquícios da última explosão. Nesta explosão, também foi lançado ao espaço um pedaço do Sol, num evento chamado de ejeção de massa coronal (CME, em inglês). Essa ejeção atingiu a Terra na quinta (15) e os efeitos estão sendo registrados. Nada de mais grave, apenas lindas auroras nas regiões de alta latitude. Nessas horas eu gostaria de milhas o suficiente para ir à Finlândia ou ao Alasca.
Mas o que está acontecendo com o Sol? Depois de 5 bilhões de anos de idade ele resolveu ficar rabugento? Será o fim do mundo do calendário maia se confirmando?
Nada disso.
Observando o número de manchas solares – conhecidas já desde os astrônomos chineses há mais de mil anos – durante 17 anos, o astrônomo alemão Samuel Schwabe notou, em 1843, que elas variavam de modo periódico. Rudolf Wolf, usando essas mesmas observações e mais outras, conseguiu reconstruir esse ciclo de variações até o ano de 1745 e ambos chegaram a conclusão de que o Sol possui um ciclo periódico de atividade de aproximadamente 11 anos. Estamos no ciclo de número 24, que aparentemente começou em janeiro de 2008. O interessante é que outras estrelas do tipo do Sol, chamadas de “gêmeas solares”, têm um comportamento idêntico, com um período semelhante de 11 anos, também! Funciona assim: o Sol passa por períodos de intensa atividade magnética, refletida pelo número de manchas solares, que volta e meia provocam uma erupção – uma explosão localizada. Essa atividade toda vai aumentando até atingir um máximo. Nesse instante, chamado de máximo solar, a atividade magnética começa a diminuir lentamente, até que o número de manchas – e erupções associadas – chega a zero por semanas e até meses. Quando isso acontece, o Sol atinge o seu mínimo de atividade. Logo em seguida, o Sol recomeça a intensificar sua atividade magnética para atingir um novo máximo, aproximadamente 11 anos após o anterior. O que está acontecendo com o Sol é justamente isso, saímos de um período de mínimo solar e caminhamos para um de máximo. Esse último mínimo, foi tão mínimo que ninguém sabe ao certo quando ele aconteceu. Chegamos a ficar uns 2 meses sem mancha nenhuma! Com isso, prever quando será o próximo máximo solar ficou um trabalho complicado, mas a última previsão que eu ouvi a respeito dizia maio de 2013.
Então estamos testemunhando exatamente o previsto, um aumento de atividade solar que reflete em um maior número de manchas observadas e mais tempestades, também. O fato de termos tido dois episódios tão próximos um do outro vem do fato de que a mesma mancha a causar as duas erupções. Na verdade, um complexo grande, com várias manchas que já está indo para o outro lado do Sol, seguindo a rotação dele.
E pode esperar que logo, logo, teremos um outro evento tão intenso como esse.

Fonte: http://g1.globo.com/platb/observatoriog1/2012/03/16/astro-rei-de-mau-humor/
sex, 16/03/12 por Cássio Barbosa | categoria Observatório

Economia brasileira cresce 2,7% em 2011, mostra IBGE

Em valores correntes, PIB chegou a R$ 4,143 trilhões.
Entre os setores analisados, a agropecuária registrou o maior crescimento.

A economia brasileira registrou crescimento de 2,7% em 2011, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (6). Em valores correntes, a soma das riquezas produzidas no ano passado chegou a R$ 4,143 trilhões e o PIB per capita (por pessoa) ficou em R$ 21.252. Em 2010, o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) fora de 7,5%.
Por setores, a agropecuária liderou o crescimento no ano, com alta de 3,9%, seguida por serviços (2,7%) e indústria (1,6%).
O IBGE atribui o crescimento da agropecuária ao aumento da produção de diferentes culturas e aos ganhos de produtividade. “Na agricultura, quando você vê um aumento da produção, com uma diminuição da área plantada, existe um aumento da produtividade”, ressaltou Roberto Luís Olinto Ramos, coordenador de Contas Nacionais do IBGE.
No mesmo período, na análise da demanda, a despesa de consumo das famílias cresceu 4,1% – oitavo ano seguido de alta. A despesa de consumo da administração pública subiu1,9% e a formação bruta de capital fixo teve expansão de 4,7%.
"O consumo das famílias deu uma desacelerada, mas a taxa se manteve em alta. A taxa de juros é uma das coisas que explicam a redução. A inflação mais alta e a crise mundial também são fatores que influenciam", disse o coordenador.
A previsão do mercado financeiro, apresentada na véspera, por meio do boletim Focus, do Banco Central, era de que o PIB teria uma expansão de 2,82%. A expectativa do Banco Central, que divulga a "prévia do PIB", apontava para uma expansão de 2,79%. A estimativa oficial da instituição para o crescimento da economia do ano passado, porém, estava em 3%.
Para Guido Mantega, ministro da Fazenda, a estimativa era próxima deste valor. Em fevereiro, o ministro apontou que esperava uma expansão "em torno de 3%" para o PIB de 2011, com uma aceleração do crescimento no quarto trimestre do ano. Isso porque, de acordo com os dados do IBGE, a economia ficou estagnada de julho a setembro, com crescimento zero.
Detalhes do PIB de 2011
Entre os setores pesquisados pelo IBGE, o de serviços, que mostrou alta de 2,7%, teve as  maiores influências partindo de serviços de informação, com alta de 4,9%, e intermediação financeira e seguros, com crescimento de 3,9%.
Dentro desse setor, o comércio avançou 3,4%, seguido de transporte, armazenagem e correio (2,8%).
"Ao longo de todo o ano de 2011, o crescimento da população empregada e da massa real de salários, ao lado da expansão do crédito ao consumo, sustentaram o crescimento das vendas no comércio", disse o IBGE, por meio de nota. Outros serviços e administração, saúde e educação pública cresceram, ambas, 2,3%. Na sequência, aparecem serviços imobiliários e aluguel (1,4%).
Na indústria, terceiro setor pesquisado pelo IBGE, o destaque ficou com eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (3,8%) e construção civil (3,6%). "O desempenho da construção civil em 2011 é confirmado pelo aumento da população ocupada no setor, que acumulou crescimento de 3,9%", afirmou o IBGE.
Dentro da indústria, o subsetor de extração mineral teve alta de 3,2%, com destaque para a extração de minério de ferro. Já a indústria de transformação ficou praticamente estável sobre 2010, com leve avanço de 0,1%.
"A indústria de transformação é o núcleo central de uma economia. Com essa turbulência no mercado externo, importações, decisões sobre consumo. Atividades que têm mais a ver com o resto do mundo tiveram mais impacto. Algumas atividades relacionadas ao mercado interno tiveram menos impacto. De forma uniforme, toda a indústria de transformação caiu”, disse Ramos.
Também foram anunciados os números do desempenho do setor externo. Em 2011, as exportações cresceram 4,5%, e as importações, 9,7% – devido, principalmente, segundo o IBGE, ao "quadro de valorização do real verificado entre 2010 e 2011". 
Investimentos e poupançaNa mesma divulgação, o IBGE anunciou que a taxa de investimento no ano de 2011 foi de 19,3% do PIB, resultado inferior ao registrado no ano anterior, quando alcançara 19,5%.
 No mesmo período, a taxa de poupança atingiu 17,2%, contra 17,5% em 2010.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/03/economia-brasileira-cresce-27-em-2011-mostra-ibge.html

Brasil será sede das comemorações do dia do Meio Ambiente. Data será comemorada mundialmente no dia 5 de junho

A ONU anunciou que o Brasil será a sede em 2012 do Dia Mundial do Meio Ambiente, no dia 5 de junho. O tema da celebração é “Economia Verde: isto inclui você?”, e incentiva a reflexão sobre a influência dos hábitos diários no desenvolvimento econômico, social e ambiental no mundo.
Ainda segundo a ONU, o Brasil se destaca em realizar uma das maiores reduções de emissões de gases do efeito estufa no mundo, além de expandir a produção sustentável de etanol e a geração de energia eólica e solar.
As comemorações envolverão uma maratona, um dia sem carro, concurso de blogs de sustentabilidade, exposições e passeatas em várias cidades.

Fonte: http://atitudesustentavel.uol.com.br/blog/2012/02/23/brasil-sera-sede-de-comemoracoes-do-dia-do-meio-ambiente/

Gilberto Gil - Parabolicamará


Ouçam a música e pensem o que a letra está dizendo em relação a distância.
Porque diz: "..antes mundo era pequeno...." analisem e comentem.
profa. Andrea/Geógrafa

Maior erupção solar desde 2005 pode perturbar comunicações por satélite

24/01/2012 - 10h33
A maior erupção solar registrada desde 2005 começou a se fazer sentir na Terra, bombardeando o planeta com partículas magnéticas que podem perturbar as comunicações via satélite, anunciaram autoridades americanas na última segunda-feira (23).
A erupção, que ocorreu no domingo perto do centro do sol, projetará partículas de prótons para a Terra até a quarta-feira (25), advertiu a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).
"A própria erupção em si não tem nada de espetacular, mas ejetou ao espaço uma massa coronal (nuvem de plasma de intenso campo magnético) a uma velocidade fenomenal de 6,4 milhões de km/h", disse à AFP Doug Biesecker, físico do Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA.
A tempestade geomagnética provocada pelo Sol é a mais forte desde 2005, mas foi classificada como de categoria 3 em uma escala que vai até 5, afirmou. Por isto, é considerada "forte", mas não "grave".
Segundo o site da NOAA na internet, um evento de categoria 3 pode causar alterações nos sistemas informáticos dos satélites, bem como nas comunicações por rádio nos pólos. A navegação aérea e as plataformas petrolíferas também podem ser afetadas nestas regiões.
"Não esperamos um grande impacto com um evento deste tipo", disse Biesecker.
Os moradores de Europa e Ásia também poderão aproveitar a noite de terça-feira para admirar a aurora boreal, acrescentou.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/afp/2012/01/24/maior-erupcao-solar-desde-2005-pode-perturbar-comunicacoes-por-satelite.jhtm