Deslizamento de terra deixa mortos na ilha de Sumatra, na Indonésia


02/12/2013 02h55 - Atualizado em 02/12/2013 03h28

Ao menos nove pessoas morreram após terem suas casas soterradas.
Fortes chuvas na região de vulcão provocaram desmoronamento.

Da EFE


Pelo menos nove pessoas morreram depois que um deslizamento de terra soterrou várias casas de uma população próxima ao vulcão Sinabung, no norte da ilha indonésia de Sumatra, informaram nesta segunda (2) meios locais.
O porta-voz da Agência de Gestão de Desastres da Indonésia, Sutopo Purwo, assinalou que as "fortes chuvas" registradas durante sábado(30) na região do vulcão provocaram o desmoronamento que causou as mortes no povoado de Gundaling, cerca de 12 quilômetros da montanha.
As autoridades pediram aos moradores que extremem as precauções especialmente durante a época de chuva e pela recente atividade do Sinabung.
No final de novembro, cerca de 18 mil pessoas foram retiradas dos povoados localizados no raio de cinco quilômetros ao redor do vulcão Sinabung, depois de registradas várias erupções. Na época, os especialistas advertiram para o risco de deslizamentos.
Família deixa casa para abrigo temporário, enquanto o Monte Sinabung expele cinzas no distrito de Karo, no norte de Sumatra, na Indonésia, em 29 de novembro. (Foto: Beawiharta/Reuters)

Fotógrafo brasileiro clica de perto as presas do tubarão-tigre

01/12/2013 07h00 - Atualizado em 01/12/2013 07h00

Expedição nas Bahamas rendeu série; confira imagens.
Daniel Botelho defende a preservação dos tubarões.

Marina FrancoDo G1, em São Paulo
Motivado pela causa da preservação dos tubarões, o fotógrafo brasileiro Daniel Botelho já perdeu a conta de quantos lugares visitou e de quantas espécies viu para registrar suas imagens. Ele acaba de voltar de uma expedição nas ilhas Bahamas, onde, em apenas um dia, mergulhou em meio a cinco tubarões-tigre, 30 tubarões-limão e 40 tubarões-de-recife.
A intenção de Daniel era ver de perto osGaleocerdo cuvier (tubarões-tigre) e realizar uma série de fotografias que intitulou de “Anatomia da mordida de um tubarão tigre”. A bordo de um barco de operadores de mergulho e na companhia de outros fotógrafos, Daniel viajava cerca de duas horas da costa da cidade Freeport até Tiger Beach, região onde estão os tubarões. “Apesar do nome, de praia esse lugar não tem nada. É uma região de alto mar onde você não vê terra nenhuma em volta”, conta.
Para atrair os animais, a equipe de mergulhadores joga uma mistura chamada “engodo” que, segundo Daniel, é uma mistura de sangue e óleo de peixe. “O cenário mais corriqueiro é que os tubarões apareçam depois de 10 minutos de jogado o engodo. Os primeiros a aparecer são os tubarões-limões e os de-recife. Depois vêm os tubarões-tigre, que são animais bem maiores que a média da população daquela região”, explica.
O mergulho para se aproximar destas espécies requer alguns cuidados. Daniel explica que primeiro desciam do barco ele e um mergulhador de segurança. Depois dos primeiros contatos com os tubarões, mergulha o restante da equipe. “A primeira coisa que você deve ter é respeito e consciência de que se um animal desses quiser fazer alguma coisa contigo ele faria. Mas eu tento ser uma prova de que esse animal não é tão mau assim. É um predador que merece respeito, mas dentre os predadores está muito atrás do leão, do crocodilo e do hipopótamo”, afirma.
O fotógrafo brasileiro Daniel Botelho registrou tubarões-tigres de perto nas Bahamas (Foto: Daniel Botelho)
Tubarão fêmea
Dentre os anfitriões de Tiger Beach, um exemplar é muito conhecido pelos frequentadores do local. É a tubarão-tigre fêmea “Ema”, de 4 metros e mais de uma década de existência (segundo Daniel, esta espécie costuma viver por 50 anos). “A Ema é enorme e muito gulosa”, diz o fotógrafo. “No primeiro dia ela demorou 30 minutos para aparecer. Em outro dia, demorou quatro minutos. Quando a gente pulou, ela ficou tão excitada que demos uns cinco ou seis peixes para ela se acalmar”, afirma.

Daniel diz que a prática de alimentar tubarões com peixes é criticada por algumas pessoas. “Mas não existe no mundo operação de mergulho com tubarão que não utilize esse tipo de prática”, diz. “90% da população de tubarões-tigre já foi morta. Então eu acredito que em lugares como nas Bahamas eles estão protegidos por causa desse turismo”.
Causa
“Minha paixão é trabalhar com grandes tubarões, como o tubarão-branco e o tigre. Além de gostar desses animais, quando descobri anos atrás a condição atual da população de tubarões fiquei impressionado”, afirma Daniel.

O comércio asiático de barbatanas de tubarões para a produção de sopa, segundo ele, “gera um desiquilebrio muito grande [na biodiversidade dos oceanos]”. “As barbatanas de um tubarão são 5% de toda a carcaça e têm um valor agregado para o mercado asiático. Eles pensam ‘por que vou colocar 95% do tubarão no barco se só 5% me interessam?’. Então cortam a barbatana e jogam o tubarão de novo no mar”, diz. “Eu mergulhava com 50 tubarões em alguns lugares que hoje não tem mais”.
A proposta inicial da viagem do fotógrafo às Bahamas foi a realização de um workshop sobre fotografia de tubarão. Daniel ministrou aulas para fotógrafos e cinegrafistas internacionais. O dinheiro arrecadado com o curso será destinado a organizações que trabalham pela preservação de tubarões, como Sea Shepherd, Shark Angels e Shark Savers.
A equipe viajava cerca de duas horas até a área dos tubarões-tigres nas Bahamas (Foto: Daniel Botelho)


Daniel Botelho registrou "a anatomia da mordida de um tubarão-tigre" nas Bahamas (Foto: Daniel Botelho

Filipinas lutam para fazer chegar ajuda às vítimas do supertufão Haiyan

11/11/2013 05h07

Autoridades estimam que tormenta pode ter matado 10 mil pessoas.
Vários países e organizações internacionais começam a enviar ajuda

As autoridades das Filipinas trabalham, nesta segunda-feira (11), para fazer chegar ajuda humanitária aos afetados pelo supertufão Haiyan, três dias depois que ele devastou a região central do país, onde as autoridades locais estimam a morte de 10 mil pessoas.
Em Tacloban, capital da província de Leyte, a tormenta deixou uma paisagem de destruição total, após atingir a cidade com rajadas de vento de até 315 km/h e fazer o nível do mar subir mais de 2 metros na manhã da sexta-feira (8).
Um funcionário do governo disse que a destruição atinge 80% das estruturas em Tacloban, onde as autoridades desdobraram tropas do Exército e policiais nas áreas mais afetadas para garantir a segurança.
O porta-voz da Polícia Nacional das Filipinas, Reuben Theodore Sindac, disse que 900 agentes foram enviados para a cidade e para Samar, depois que foram registrados saques generalizados.
Vários países e organizações internacionais começaram a enviar pessoal e ajuda humanitária aos afetados pelo tufão, entre elas as Nações Unidas.
O Governo do Japão anunciou nesta segunda o envio de equipamentos médicos às Filipinas para ajudar os afetados pelo devastador tufão.
"Estamos fechando com o Governo filipino o envio de nosso contingente de emergências hoje mesmo", detalhou o ministro porta-voz do Japão, Yoshihide Suga.
A equipe será formada por cerca de 25 especialistas, médicos e enfermeiras pertencentes à Equipe Japonesa de Ajuda em caso de Desastres.
A Austrália anunciou que dará cerca de US$ 9,3 milhões em ajuda humanitária às Filipinas.
A ministra das Relações Exteriores, Julie Bishop, disse em entrevista coletiva em Canberra que o pacote de ajuda foi aprovado em resposta ao "desastre de grande escala" registrado este fim de semana.
"As perdas em vidas, os danos à propriedade e aos imóveis foram absolutamente devastadores", disse Bishop.
A maior parte do dinheiro será destindo principalmente para responder apelo por ajuda de emergência das Nações Unidas, assim como para a Cruz Vermelha e outras organizações governamentais que trabalham na área do desastre.
Os Médicos Sem Fronteiras disseram em comunicado que iniciou o envio de cerca de 200 toneladas de material médico para tratar ferimentos, vacinas contra tétano, tendas de campanha e produtos de higiene, além de uma equipe de 30 médicos, psicólogos e pessoal logístico.
Enquanto isso, as autoridades filipinas trabalham para restabelecer os serviços básicos.
A Autoridade de Aviação Civil informou que ao longo do dia foram restabelecidas as operações nos quatro aeroportos da região exceto no de Tacloban que limitará sua atividade a horário diurno.
Cerca de 4,5 milhões de pessoas de 36 províncias do país foram afetadas pelo tufão, das quais 330 mil estão em abrigos.
China
Na China, mais ao norte, sete membros de um navio cargueiro foram reportados como desaparecidos na província de Hainan, noticiou a imprensa oficial chinesa. Três pessoas morreram,de acordo com as autoridades.

Pelo menos 480 mil pessoas foram afetadas na província e 39 mil foram retiradas de suas casas enquanto o tufão destruía centenas de residências e danificava milhares de outras em Hainan.
A tempestade também afetou as províncias próximas de Guangxi e Guangdong, segundo a agência estatal. Na primeira, foram registrados ventos de 120 km/h e mais de 290 milímetros de chuva em um período de 24 horas.
 Força da tormenta e aumentou no nível do mar arrastou um navio de carga para a terra na região de Tacloban. (Foto: Romeo Ranoco / Reuters)

11/11- Suprimentos são organizados para serem levados aos sobreviventes do tufão na área central das Filipinas (Foto: Jay Directo/ AFP)

Satélite de 1 tonelada se desintegra ao reentrar na atmosfera da Terra

11/11/2013 04h27 - Atualizado em 11/11/2013 04h27

'Goce' atravessou o céu da Sibéria, os oceanos Pacífico e Índico e a Antártida.
Equipamento foi lançando em 2009 e ficou sem combustível.


Um satélite de uma tonelada fez, neste domingo (10), uma reentrada programada na atmosfera da Terra, e se desintegrou, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA).
O equipamento chegou a dar um susto nos técnicos da ESA, pois eles admitiram que não sabiam onde os destroços do satélite “Goce” iria cair.
Goce se desintegrou após cruzar o céu sobre a Sibéria, os oceanos Pacífico e Índico e a Antártida. A porta-voz da Esa disse que o satélite poderia produzir peças de até 90 kg mesmo depois depois de destruído pelo atrito com a atmosfera terrestre.
Goce foi lançado em 2009 para mapear o campo gravitacional da Terra. Ele ficou sem combustível em outubro, terminando sua missão no espaço.

Satélite 'Goce', de uma tonelada, teria se desintegrado ao reentrar na atsmofera da Terra. (Foto: Agência Espacial Europeia / Via AP Photo)

Supertufão Haiyan deixa três mortos nas Filipinas

08/11/2013 05h59 - Atualizado em 08/11/2013 13h51

Uma vítima foi atingida por um poste; outras duas foram eletrocutadas.
Tempestade tem rajadas de vento de até 275 km/h.

Do G1, em São Paulo

Pelo menos três pessoas morreram e mais de 125 mil foram retiradas de suas casas na região central das Filipinas após a chegada do supertufão Haiyan, o mais forte do ano e provavelmente o mais potente da história, que ainda atinge o arquipélago, com rajadas de vento de até 275 km/h.
Haiyan se encontra sobre a ilha de Samar, 600 km a sudeste de Manila, depois de chegar em terra na cidade costeira de Guiuan, um porto pesqueiro com 40 mil pessoas e que pode ter sofrido danos catastróficos, segundo o meteorologista americano Jeff Masters. A força dos ventos converte Haiyan, de categoria 5, a mais alta, num dos ciclones mais violentos do mundo e que poderia ser o mais potente a tocar em terra em toda a história, segundo Masters.Duas pessoas morreram eletrocutadas, atingidas pela rede elétrica derrubada pelos fortes ventos. Outra pessoa morreu golpeada por um poste, arrancado pelo tufão. As informações foram veiculadas pelo Conselho Nacional de Gestão e Redução de Desastres. Outras sete pessoas se feriram, a maior parte atingidas por objetos levados velos ventos, informou Reynaldo Balido, porta-voz do organismo filipino.

Após ser resgatada, leoa fica amiga de ativistas na África e estimula criação de ONG

04/11/13 17:12
Fabrício Provenzano

Após ser abandonada pela família ainda filhote, a leoa Sirga por pouco não morreu de fome, em Botswana, na África. Resgatada pelos ativistas da vida selvagem Valentin Gruener e Mikkel Legarth, ela agora divide com eles um carinho peculiar. Além de tratar os rapazes como seus pais, ela os estimulou a criar uma ONG para proteção de outros leões na savana africana.
“Um grupo de leões teve três filhotes. Dois foram mortos antes de Sirga. Ela foi abandonada. Nós não podíamos vê-la morrer”, contou Mikkel Legarth ao Daily Mail. “Nós também não queríamos que ela se tornasse uma leoa de cativeiro, constantemente alimentada por turistas, por isso ajudamos ela”.

Hoje, com cerca de 50 quilos, a felina já caça sozinha e trata os dois homens como faria com outros leões - salta sobre eles, lambe os rostos deles etc. Por isso, ela foi eleita símbolo da ONG Modisa Wildlife, com a esperança de salvar a população de leões em Botswana.

O país com pouco mais de 581 km² tem vastas aéreas desertas. Os poucos terrenos férteis têm sido competidos entre leões e agricultores. O plano da ONG é mudar os leões que estão entrando em contato com os agricultores para uma grande área protegida, onde eles têm presas selvagens para se alimentar.
“Estamos agora à procura de patrocinadores que possam nos apoiar com uma solução de longo prazo para esses animais”, explica Legarth.
Sirga conta com o avanço do trabalho do projeto de Valentin e Mikkel para ter um território de caça reservado especialmente para ela e outros animais da espécie.
 Amigos criaram Sirga desde filhote Foto: Reprodução / Facebook


Mikkel e Sirga Foto: Reprodução / Facebook



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