Ovo equilibrado na Linha do Equador intriga moradores e turistas no Amapá

Curiosidade atrai turistas à capital do Estado.
Fenômeno divide opinião de especialistas.

Thaís Pucci
Do G1 AP
http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2013/06/ovo-equilibrado-na-linha-do-equador-intriga-moradores-e-turistas-no-amapa.html
Turistas e moradores que visitam o Marco Zero do Equador,  ponto turístico mais famoso deMacapá, com um obelisco de 30 metros de altura, se surpreendem com um fenômeno inusitado. Quando colocado exatamente sobre a linha imaginária do Equador, que cruza a capital do Estado, um ovo fica parado em pé, sem cair.
Robert Vamoura, pós-doutor em Física e professor da Universidade Federal do Amapá (Unifap), acredita que o fato é mito. "Isso não tem explicação física. É apenas uma probabilidade", disse.  Ele contou que não existe uma lei que justifique o equilíbrio do ovo, e que fazê-lo ficar em pé é uma questão de tentativas.
O físico do Planetário Móvel Maywaka, Cassio Renato dos Santos, afirma que o fenômeno não passa de uma lenda. Segundo ele, o ovo não sofre nenhuma influência específica da linha imaginária do Equador. Ele está sujeito à gravidade, e atua como em outros corpos. Cassio afirma que o fenômeno poderia acontecer em qualquer ponto da terra, em superfície plana.
"Antigamente, este fato era associado aos solstícios e equinócios na linha do Equador. Mas, para um físico como eu, a lenda não passa de uma falácia". A reportagem testou em outros pontos da cidade e não obteve o mesmo efeito.
O meteorologista Luiz Cavalcanti, chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Instituto Nacional de Meteorologia no Amapá (Inmet), acredita, no entanto, que "se o ovo fica mesmo em pé e equilibrado sobre a linha do equador é devido à força de Coriólis", atribuiu. Ele explicou que Coriólis é uma força aparente devido à rotação da Terra, que depende da velocidade do movimento e latitude na qual o movimento se realiza. Essa força é zero no Equador. "O equilíbrio do ovo é favorecido por sua forma. Ele não tem nenhuma força agindo sobre ele no Equador", rematou.
Camila Moreira, de 21 anos, recepciona turistas na recepção do Marco Zero. Ela confirmou que nos equinócios, quando a duração entre o dia e a noite são iguais, o sol alinha-se perfeitamente no círculo do topo do obelisco e projeta um raio de luz sobre a linha imaginária do Equador, o que atrai muitos turistas. "Muitos (turistas) levam um GPS para confirmar que ali a latitude é 0º", afirmou.

Verdade ou mito, o mistério continua atraindo diversos turistas que chegam a produzir vídeos e fotos para garantir que conseguiram fazer a mágica do ovo. Próximo dali, outro ponto turístico, o Estádio Zerão, também atrai curiosos. No monumento esportivo, a linha do meio de campo coincide com a linha do Equador, e faz com que cada time jogue em hemisférios diferentes.

Mais fatos curiosos sobre a influência da linha imaginária do Equador são lembrados por muitos que passam pelo local. Em cada hemisfério, a água gira para um lado diferente, devido também à força física de Coriólis, segundo atribui o meteorologista Luiz Cavalcanti. Se alguém está no hemisfério Norte, ao acionar a descarga sanitária, a água gira para o lado direito. Já no lado Sul, o líquido gira para o lado contrário.


    Ovo fica equilibrado na Linha do Equador, no Amapá (Foto: Thaís Pucci/ G1)

Poço' que jorra e engole água no meio do mar atrai turistas no Oregon

03/06/2013 06h00 - Atualizado em 03/06/2013 06h00

Fotógrafos se arriscam para capturar imagem de perto do Poço de Thor.
Cratera fica em Cabo Perpetua e pode ser acessada por uma trilha.

 Localizado na costa do Oregon, nos Estados Unidos, o Poço de Thor impressiona turistas e fotógrafos, que se arriscam para tentar captar de perto essa espécie de fonte de água salgada dirigida pela força do oceano.

 

 O Poço de Thor, no Oregon (Foto: John Fowler/Creative Commons)

Esse tipo de formação, desenvolvida após longos períodos de ação geológica, geralmente começa como uma caverna marinha que depois perde o teto. Quando a maré está alta, a craterra jorra água com força, "engolindo-a" novamente em seguida.
A cratera fica em uma região chamada Cabo Perpetua e pode ser vista quando se percorre uma trilha a partir do centro de visitantes da área.
Fotógrafos que já se arriscaram para capturar sua imagem contam como é perigoso chegar muito perto da cratera quando ela está ativa. O centro de visitantes recomenda que os turistas mantenham distância.

A cratera em um momento de inatividade (Foto: John Fowler/Creative Commons)

 

 

 http://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2013/06/poco-que-jorra-e-engole-agua-no-meio-do-mar-atrai-turistas-no-oregon.html

Novos incidentes entre manifestantes e polícia são registrados na Turquia

02/06/2013 08h18 - Atualizado em 02/06/2013 08h31

Grupos tentaram se aproximar dos gabinetes do premiê Erdogan.
Na capital Ancara, polícia dispersou protesto com gás e canhões de água.

Da France Presse


Novos incidentes foram registrados na madrugada deste domingo (2) em Ancara e Istambul, onde os manifestantes tentaram se aproximar dos gabinetes do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, nas duas cidades, informaram os meios de comunicação do país.
Na capital, Ancara, a polícia dispersou com bombas de gás lacrimogêneo e canhões de água uma multidão de milhares de pessoas que se dirigiam à sede do chefe de governo, cantando slogans hostis a Erdogan, anunciou a agência de notícias Anatolia.
Os manifestantes responderam lançando tijolos e destruíram as vitrines de várias lojas. Dois carros foram incendiados, assim como uma banca de jornais.
Segundo a Anatolia, estes confrontos deixaram 56 feridos entre as forças de segurança. Vários manifestantes foram detidos.
Incidentes similares ocorreram em Istambul, ao redor do gabinete do primeiro-ministro, no bairro de Besiktas. A tranquilidade retornou na manhã deste domingo.
A praça Taksim e o pequeno parque Gezi, cujo projeto de supressão gerou na sexta-feira o movimento de protesto antigovernamental, foram ocupados durante toda a noite por centenas de manifestantes que festejaram o recuo do primeiro-ministro.
O governo turco finalmente fez concessões no sábado, no segundo dia de violentos protestos em Istambul, onde a polícia se retirou da praça Taksin, núcleo da revolta, depois de ter agido com extrema violência contra os manifestantes.
Enfrentando uma das ondas de protesto mais importantes desde sua chegada ao poder, em 2002, Erdogan ordenou que as forças policiais se retirassem da praça Taksim e do parque Gezi, onde está prevista a construção de um parque urbanístico, projeto que desencadeou a ira popular.
Segundo o ministro do Interior, Muamer Guler, 53 civis e 26 policiais ficaram feridos durante os dois dias de violência na Turquia, e 939 manifestantes foram detidos em 48 cidades do país.

Posto de fronteira na selva fecha às 20h

02/06/2013 - 01h45

PATRÍCIA CAMPOS MELLO
ENVIADA ESPECIAL A RONDÔNIA E ACRE


Na semana passada, um grupo do exército brasileiro fazia patrulha de barco no rio Acre, na tríplice fronteira entre Brasil, Bolívia e Peru. Os militares pararam uma canoa com ribeirinhos, em busca de pasta de coca ou contrabando. Enquanto eles vistoriavam o barco, o militar boliviano Bento Gonzalez atravessava tranquilamente a pé, por trás dos militares, pelo igarapé que separa o Peru e a Bolívia. Tinha ido ao Peru comprar macarrão.
"Tem documentos?"
"Não, não é preciso. Sempre cruzo para o Peru e para o Brasil sem documentos."
Na fronteira entre as cidades de Bolpebra, na Bolívia, Iñapari, no Peru, e Assis Brasil, no Brasil, não há nenhum marco e nenhuma fiscalização. A única fiscalização ocorre no posto da Receita Federal e Polícia Federal em Assis Brasil --mas, depois das 20h, não tem ninguém trabalhando lá.
"Não temos efetivo suficiente para fazer o turno da noite", justifica o delegado Flávio Henrique de Avelar, da Polícia Federal no Acre. Cerca de 20% da cocaína do mundo é produzida na Bolívia, 42% no Peru e 38% na Colômbia, segundo o Ministério da Defesa. Estima-se que mais de 70% da cocaína consumida no Brasil venha da Bolívia.
Assis Brasil, por onde entram também os refugiados haitianos, é uma boa amostra do desafio que representa patrulhar os 16,8 mil quilômetros de fronteira brasileira. As Forças Armadas iniciaram no dia 18 de maio a Operação Ágata 7, sua maior mobilização desde a Segunda Guerra Mundial --são cerca de 25 mil militares e 10 mil civis de órgãos como a Polícia Federal, espalhados pela fronteira, do Oiapoque, no Amapá, ao Chuí, no Rio Grande do Sul.
As operações Ágata são parte do Plano Estratégico de Fronteira, cujo objetivo é desenvolver uma ação coordenada entre as Forças Armadas, Polícia Federal, Força Nacional e Polícia Rodoviária Federal nas áreas de fronteira e inibir tráfico e outros crimes durante as três semanas de operação.
Folha acompanhou quatro missões da operação, no Acre e em Rondônia, perto da fronteira com a Bolívia e o Peru, durante uma semana. Ficou claro que policiar a fronteira do Brasil é uma tarefa muito difícil.
Há acordos entre cidades para estimular a integração das populações nas fronteiras, e muitas vezes não se fiscaliza logo na divisa para não gerar burocracia. Mas a ideia é que a fiscalização ocorra a alguns quilômetros da divisa, e issomuitas vezes não ocorre.
Um bom exemplo é a ponte que liga Puerto Evo Morales, na Bolívia, e Plácido de Castro, no Brasil, onde o tráfego de carros, bicicletas e pedestres é intenso. Brasileiros cruzam a fronteira para comprar nas lojas baratas dos bolivianos, e os bolivianos, para usar serviços como escola e hospital no Brasil.



Patrulha fluvial no rio Apunam, fronteira natural com a Bolívia; o Exército brasileiro faz a Operação Agata, que tem como objetivo patrulhar os quase 17 mil km de território de fronteira


Não há nenhum tipo de fiscalização. Não há postos da Polícia Federal, nem da Receita Federal. Entra e sai quem quer, levando o que quiser.
O primeiro posto de fiscalização 24 horas fica a 70 quilômetros dali e, antes dele, há estradas de terra que permitem desviar da vistoria.
UTOPIA
No rio Abunã, que separa os dois países, é a mesma coisa. São dezenas de igarapés e estradas de terra. Segundo policiais, passa gente em canoas e batelões levando escondidos cigarros, pasta base de coca e outros produtos contrabandeados. Uma caixa de cigarros, com 500 maços, é comprada por R$ 350 na Bolívia e revendida por R$ 800 no Brasil.
"Dá uma olhada aqui nas margens do rio, não tem nada, qualquer um pode passar; a gente não tem efetivo para estar em todos os lugares", diz o tenente André Lima Costa, 28 anos, comandante do pelotão especial de fronteira de Plácido de Castro, na divisa com a Bolívia. "É uma utopia vigilância 100% da fronteira".
Patrulhar as fronteiras não é atribuição primordial das Forças Armadas. Isso cabe à Polícia Federal. Desde 2010, no entanto, leis complementares dão às Forças Armadas poder de polícia na faixa de 150 quilômetros a partir da fronteira - eles podem fazer policiamento e prender em flagrante. Mas sua ação é apenas complementar à das polícias.
Uma das funções das Forças é ajudar na logística e segurança de civis de agências como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
"Nós apreendemos três tratores, motosserras e equipamentos de madeireiros ilegais", contou o tenente Rogério Andrade de Carvalho, que chefiou um grupo de combate em uma missão na selva da reserva Mapinguari, perto da fronteira com a Bolívia. "Mas nós não estamos aqui nos outros 360 dias do ano."
MADEIRA
O parque Mapinguari, uma reserva ambiental federal, tem 18 mil quilômetros quadrados --quase do tamanho do estado de Sergipe. Mas apenas dois agentes do ICM Bio --William Assunção e Claudineia Lima-- são responsáveis pela fiscalização da reserva inteira. Resultado: quase todo dia sai do parque um caminhão carregado de toras de ipê, cerejeira, jequitibá, cedro ou roxinho, segundo os próprios agentes dizem.
Na cidade de Extrema, ao lado do parque, há apenas 6000 habitantes --e 38 madeireiras. "Como a região depende de madeira e quando fazemos missões isso causa grande impacto, precisamos de apoio do exército", diz Assunção.
Em Cruzeiro do Sul, no Acre, há peruanos cruzando a fronteira para "roubar" mogno do parque nacional da Serra do Divisor, segundo agentes.
Grande parte do contrabando e tráfico drogas de maior volume vem pelas estradas, mas faltam equipamentos e tecnologia para o policiamento. No dia 19 de maio, em um bloqueio na BR 364, que liga Porto Velho a Rio Branco, os militares interceptaram um carro com 20 quilos de cocaína.
Mas na missão, que também era parte da Operação Ágata, apreensões eram a exceção. "Nós não temos scanner aqui. Não dá pra saber tudo o que vai dentro dos caminhões", diz o major André de Melo Franco. "A ideia é criar um clima de segurança, não temos a pretensão de pegar tudo."
NOVO SISTEMA
Uma das principais apostas dos militares para tornar o policiamento mais efetivo é o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), um conjunto de radares nas fronteiras cujo valor total deve chegar a R$ 12 bilhões.
A Embraer ganhou a licitação para a primeira fase de implantação do sistema, que prevê o monitoramento de 650 km de fronteira terrestre na faixa que acompanha a divisa do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e com a Bolívia. "Nossa fronteira é muito extensa e os rios, como divisa física, não oferecem nenhum obstáculo, tudo isso facilita a entrada de drogas", diz o general Ubiratan Poty,comandante da 17a brigada de infantaria de selva.
A coca chega dentro de pneus, saltos de sapatos, mochilas, fundo de canoa, porta-malas, motor e pequenas aeronaves. "Mas estamos dando nossas respostas, aumentando o efetivo, criando mais pelotões de fronteiras."
Existe uma resignação em relação à dificuldade de se policiar uma fronteira tão extensa. "Eles não são bobos, fogem pelas estradas de terra, igarapés; só pegamos mesmo os mais amadores, ou quando temos alguma informação específica sobre entrada de alguém", diz um oficial. "Nem os EUA, que só têm 3100 quilômetros de fronteira com o México, têm todo aquele dinheiro e não têm selva, conseguem evitar que os mexicanos entrem."
Para Daniel Hirata, pesquisador da UFRJ que participa de um estudo de mapeamento das fronteiras brasileiras para o Ministério da Defesa, operações pontuais não resolvem o problema. "É necessário ter um trabalho investigativo na fronteira, reforçar a inteligência, e o desenvolvimento econômico na faixa de fronteira."



Governo recua após dois dias de protestos na Turquia; mais de 900 são presos

01/06/2013 - 22h07

DA AFP, EM ISTAMBU


Os confrontos entre manifestantes e policiais na Turquia iniciados na sexta-feira e que se estenderam por este sábado (1º) deixaram pelo menos 79 feridos e levaram à prisão de 939 pessoas, informou o ministro turco do Interior, Muammer Guler, segundo a agência AFP.
As detenções ocorreram durante manifestações em 48 cidades do país nos dois últimos dias, acrescentou Guler.
Os incidentes começaram quando a polícia desalojou com canhões de água e bombas de gás lacrimogêneo uma centena de pessoas que acampavam em um parque da praça Taksim, no centro de Istambul, para impedir que os serviços municipais arrancassem 600 árvores no âmbito de um projeto imobiliário.
O projeto, para a renovação da praça, prevê a supressão do parque Gazi para a construção de um shopping e a reforma de um quartel da época otomana.
O movimento popular, porém, se tornou também um protesto contra o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan e seu governo.
A violenta intervenção policial de sexta-feira deixou muitos feridos e provocou uma forte mobilização de grande parte da população, que foi se unindo aos protestos ao longo do dia.